11 abril 2010

réplicas

e tantos prazeres você imagina
visualiza a minha figura
sua imaginação conspira.

o prazer é auto destrutivo
sublime e doce
veneno do pecado.

o pecado é o prazer da alma
que seu corpo pulsa, busca
o que imagina em mim, a calma.

a alma arde sem seu toque
o corpo pulsa, explode
eu imagino e sonho, o toque que me acalma.

não se apresse moço
roa a carne
mas deixe o osso.

adoro carne fresca
saborear todo seu caldo
seu suspiro, minha presa.


P. e Helder Wancris

5 comentários:

Tertuliano disse...

Poxa, eu aceito falhas de todo mundo. Mas do Rogério magoa...

"é por ser destrutivo que o prazer é prazer".

muito bom.

Jaya Magalhães disse...

Não poderia de maneira alguma as letras pretas existirem sem as verdes. Porque, cara, você percebe o encaixe? Foi tudo costuradinho, como se uma única pessoa escrevesse, te tão milimétrica que as 'respostas' se fizeram. É o inconsciente atendendo. O outro dentro do um, sabe?

P.,

Eu deixo você causar um fratura leve em mim, tá ok? Haha. Só se depois você prometer ser legal e me pagar uma bebida.

Sei lá, teus comentários merecem ser impressos e moldurados. E tu também. Eis minha vingança! Você grudada na minha parede, que tal?

Cheiro, frô! Vou lá no crônicas.

gabriela m. disse...

o zeca baleiro é bem mais egoísta: ele disse roa o osso, e deixe a carne

Carlos Howes disse...

Seria a auto-destruição e o perigo do pecado que o torna tão atraente? Mais um belo poema

GMartinsS disse...

mágico...
doce...
pecaminoso...

delicioso!!

rsrs