22 fevereiro 2009

::: apenas um pedido :::

Não tenho um real no bolso.
Há tempos meu cachorro vira-latas
Não rói um osso.

Meu carro é um Mercedez
Com motorista particular.
E todo dia eu tenho hora pra pegar.

Não compro roupa descolada.
Tenho um tênis encardido
E uso com meia rasgada.

Mas sou cidadão exemplar
Não colaboro com a poluição do ar.

Adoro fotografia
Cerveja
Futebol
E poesia.

Case-se comigo
Terás sempre abrigo
Nesse meu coração vagabundo.
Você vai se divertir com as minhas idéias
Malucas e revolucionárias
Pra dominar o mundo.

Te prometo tudo
Afundo.
Deus e o mundo.

Te prometo amor
Muito sexo
E até um pouquinho de dor.

Te prometo ser sempre seu
Haja o que ouver
Mesmo se você não mais me quiser.

{com um real de amor que tu me dás faço versos de febre e de paixão}

19 fevereiro 2009

::: considerações nº 3 :::

Sejamos óbvios:
:você é meu desejo:
:minha pele vazia aguarda teu beijo:
{eu tenho imaginação fértil e gosto de agradar}
{nas minhas curvas e esquinas vivem desejos que fogem ás mãos}
{a delicada embriaguez do corpo teu}
{e antes de ir embora leva... bocado de mim}

16 fevereiro 2009

::: pout-pourri :::


{::: insanamente-lúcidas :::}
De todos que aqui chegaram
Fomos às únicas que ficaram.
Nossos papos sem pé sem cabeça.
Nossas risadas. Nossa cerveja na mesa.

Com olhares e ouvidos atentos
Vai e vem, em movimentos estranhos para ouvir, tornam - se incontroláveis.
Não percebem que o mundo mudou
E se confundem em seus
Ímpetos incontroláveis.

Quem somos nós afinal?
Pessoas de outro mundo?
Mentes abertas e dispostas
Ou simplesmente atualizadas?
Viver assim é meio confuso
Mas não insuportável
Sentimos o que queremos
Mas não é recomendável...
{Marcia e [P.!] numa tarde-quase noite de sábado, enquanto chovia pra lavar a alma...}

{::: concessão :::}
A chuva bateu na janela.
Sonho inacabado.
Beijo roubado.

Você baila nos meus olhos.
Sentido aguçado.
Gosto apurado.

O destino não existe.

Palavra solta no papel.
Idéia original.
Minha parte bem – minha parte mal.

Meu pecado tem razão de ser.
Desejo latente.
O corpo não mente.

{passou por meus sonhos sem dizer adeus...}

A noite escorrega pelas horas.
Eu deixo os sonhos pra hora de dormir.
Ninguém os visita.

Minha poesia é feita em etapas.
Eu tenho hora pra sentir.
{[P.!]}


{::: não e sim :::}
Não
Me diga sempre não
para que eu não caia em tentação
para que eu não perca a noção
para que eu não sonhe em vão.
E assim, com seu não
me reviro no colchão
juntando meu corpo e minha mão
imitando você
só pra parecer...
Que não... não é o seu não...
[P.!]
Sim
Agora me dê um sim
entregue seu coração a mim
te tirarei a razão assim
selaremos nossa união sem fim
Entao com o seu sim...
Nos entregaremos a um amor a fim
de juntar nossos corpo numa luxuria sem fim
Amando-nos de maneira intensa
Até perceber...
Que o sim... é melhor que o não...
{Gabriel Martins - brincando de transformar o negativo em positivo de forma deliciosa}

11 fevereiro 2009

::: observação :::

{uma pitada de bem. uma pitada de mal. misture com água. isso me perturba um pouco...}

"mastigando cacos de vidro."

08 fevereiro 2009

::: feliz amizade :::



Temos assim:
uma amizade engraçada
de amor e risadas
de erros e desculpas
mas não temos culpa.

Apenas a diferença da idade
não se sabe se atrasada ou adiantada.

Mas o que importa é essa nossa virada
nossa realidade transformada
sem vaidade, ignorando identidade.

O quer importa mesmo é que a gente é FODA!

{para minha amiga Márcia - ontem foi seu aniversário, e eu quero desejar de novo, TUDO DE MELHOR PRA VOCÊ}

06 fevereiro 2009

::: não :::


Me diga sempre não
para que eu não caia em tentação
para que eu não perca a noção
para que eu não sonhe em vão.

E assim, com seu não
me reviro no colchão
juntando meu corpo e minha mão
imitando você
só pra parecer...

Que não... não é o seu não...


{tudo que está escrito aqui é só pra você ler}

02 fevereiro 2009

::: só pra você saber :::

A luz que eu vi naquele dia escuro e ruim
Era a luz por encomenda para te filmar
Teus gestos solitários pela lente sem fim
E lento o tempo parecia desfocar
Tanta coisa escapa sem o olho ver e as vezes as imagens vem nos assaltar
Ter te visto assim sem jeito e sem querer
Foi o tiro certo pra começar
Nosso enredo
Enquanto a vida passa no seu vai-e-vem
Não demora a porta já fechou ali no armazém
O desfecho tenho ainda nas paredes que grafitei
Não me lembro o dia que isso tudo comecei
A Câmera que filma os dias deu um giro e parou
Na lojinha da cidade com o preço bom
Era um dia de inverno quando você chegou
Se não fosse teu abraço compraria um moletom

Enquanto a vida passa no seu vai-e-vem
Não demora a porta já fechou ali no armazém
O desfecho tenho ainda nas paredes que grafitei
Não me lembro o dia que isso tudo comecei
Só não gosto de filme manjado
Eu vou ficando cheio vou ficando farto
Não me faz esse tipo ensaiado
Não inventa pose que eu fico invocado
O desfecho tenho ainda nas paredes que grafitei
Eu não me lembro o dia que isso tudo comecei

{ana carolina - a câmera que filma os dias}

01 fevereiro 2009